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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Santiago do Cacém mostra património religioso

Laboratório de arquitectura e património promove experiência-piloto

De lápis e máquina fotográfica em punho, vai ser possível conhecer os segredos de Santiago do Cacém, através de um laboratório que sai das quatro paredes para o campo. Arquitectos, arqueólogos, historiadores, artistas plásticos, urbanistas,entre outros especialistas, reúnem-se a 13 e 14 de Janeiro, no primeiro laboratório do Centro Unesco para a Arquitectura e Arte Religiosas de Santiago do Cacém. 
Santiago do Cacém recebe projeto piloto de 13 a 14 de Janeiro 

O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja  revela a execução desta, que designa de “experiência-piloto” e cuja ideia é a de trazer “novos olhares que ajudem a entender o génio da arquitectura local, os seus materiais e as suas técnicas, mas também o futuro dos monumentos e das respectivas envolventes e, olhando mais além, o próprio rumo do urbanismo num espaço complexo, onde se cruzam correntes diversas”.
“Passado Actual e Presente Futuro” é o tema do encontro que vai incidir num aglomerado urbano e de oito monumentos-chave, “desde a época romana à criação contemporânea” tendo como objectivo “permitir uma leitura, também ela dinâmica, do território e das suas linhas de força".
O plano de trabalho incluirá “visitas, conferências, projecções de filmes e debates”, no decorrer dos dois dias de trabalho no terreno, distribuídos entre uma “study trip" e um “conclave” que terminam com um “plenário”, no qual "os convidados apresentarão as suas impressões sobre o que viram e ouviram”.
Com um carácter “eminentemente prático, transversal e aberto à interacção entre o meio académico e a população local” esta é uma acção considerada inovadora quando que querem entender “as relações entre arquitectura, património e urbanismo”.

Experiência de campo pelo património do concelho

Aos participantes não vai faltar “material de observação” para ver de perto, em Santiago do Cacém: o castelo e a igreja matriz de Santiago Maior, os edifícios da tapada do palácio Avilez, a fonte, a azenha e o aqueduto da Quinta do Rio da Figueira, o fórum, as termas e o centro interpretativo de Miróbriga são os monumentos-chave que vão tornar única, esta experiência de campo.
Para a sua concretização, segundo o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, a iniciativa conta com a presença de um “conjunto de especialistas, aos quais se juntam professores e alunos da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora” e com figuras de proa da arquitectura portuguesa actual, como “Pedro Pacheco, Pedro Matos Gameiro, João Favila Menezes e Francisco Aires Mateus”.
Ao Centro UNESCO, juntam-se neste projecto o Atelier Bugio, o município de Santiago do Cacém e o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, associando-se, também, a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, a União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra e a Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga.

Agência de Notícias 

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