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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Aeroporto do Montijo apresentado a 15 de Fevereiro

Montijo tem “as condições necessárias” para a extensão do aeroporto de Lisboa

Já é conhecida a data oficial em que o Governo e a ANA vão assinar o memorando de entendimento para dar início ao desenvolvimento dos estudos necessários à construção do novo aeroporto no Montijo. Segundo o ‘Jornal de Negócios’, a apresentação do projeto será feita no próximo dia 15 de Fevereiro. A ideia de transformar a base aérea do Montijo num aeroporto comercial foi pensada pelo Governo como forma de dar resposta à saturação das operações no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. O ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, quer que o novo aeroporto esteja operacional, o mais tardar, em 2019. A cerimónia de apresentação do novo aeroporto vai contar com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, e do CEO da Vinci Concessions, a concessionária que controla a ANA, Nicolas Notebaert.

Base Área do Montijo vai mesmo receber novo aeroporto da capital 

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal considera que o aeroporto do Montijo, a 20 minutos da Portela, reúne “as condições necessárias para a extensão do Aeroporto de Lisboa”.
Em comunicado enviado, a associação diz, após ter-se reunido com a ANA - Aeroportos de Portugal para avaliar a situação do Aeroporto de Lisboa, que a solução de transformar a base aérea do Montijo num aeroporto comercial responde “com eficácia ao crescimento da procura, sobretudo, no que se refere ao turismo”.
“O Aeroporto Humberto Delgado deverá brevemente atingir o auge da sua capacidade o que irá impedir a entrada de muitos milhares de turistas em Portugal”, alerta o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Mário Pereira Gonçalves, citado na nota, salientando a necessidade de ser tomada uma “decisão rápida” que permita manter a competitividade do setor.
A associação considera assim que, “sendo Lisboa um destino líder dos ‘city breaks’ a nível mundial e com a necessidade de aumentar a capacidade de receber os turistas, nomeadamente através das companhias ‘low cost’ (de baixo custo), a proposta do Aeroporto Lisboa Sul/Montijo será a acertada”.
O Jornal de Negócios avança que o Governo e a ANA vão assinar, em 15 de fevereiro, o memorando de entendimento para desenvolver os estudos necessários à utilização da base aérea do Montijo como aeroporto complementar ao Humberto Delgado.
De acordo com o jornal, o novo aeroporto do Montijo vai ser apresentado também formalmente na mesma data, num cerimónia que irá contar com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente executivo da Vinci Concessions e ‘chairman’ da Vinci Airports, Nicolas Notebaert.
A Vinci é dona da ANA, empresa que gere, entre outros, o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
“A escolha pelo Aeroporto Lisboa Sul/Montijo peca por tardia. Este ano, o Aeroporto Humberto Delgado atingirá a sua capacidade máxima para receber passageiros, não queremos que isto se torne num funil do turismo”, refere Mário Pereira Gonçalves.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, o número de passageiros nos aeroportos portugueses ascendeu a 14,8 milhões no terceiro trimestre de 2016, traduzindo um aumento homólogo de 13,3 por cento, sendo que em Lisboa, o aumento registado foi de 12,1 por cento. O distrito de Setúbal é hoje também muito procurado por turistas de diversas áreas.
O aeroporto de Lisboa teve, em Novembro de 2016, o segundo aumento de passageiros mais expressivo entre os aeroportos com tráfego anual de passageiros entre 10 e 25 milhões de pessoas, de acordo com dados divulgados pelo Airports Council International, citados pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. 
A rede de transportes para assegurar as ligações a um possível aeroporto na base aérea do Montijo deve ser devidamente planeada, mas Nunes da Silva descarta desde logo a necessidade de Portugal construir novas infraestruturas. Nunes da Silva, professor de Urbanismo e Transportes, defende a utilização das infraestruturas já existentes em Portugal e considera que seria "um erro" construir uma nova ponte.

Especialista em transportes sugere reactivar ramal de comboios entre Montijo e Pinhal Novo 

O professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico considera que, por exemplo, a construção da terceira travessia do Tejo seria "completamente um disparate" e espera que o país não volte "a enveredar pelos anos loucos de fazer auto estradas que não têm trafego nenhum ou pontes que depois acabem por não ter tráfego suficiente, quando existe capacidade de reserva na ponte 25 de Abril e na ponte Vasco da Gama", disse em entrevista à rádio TSF. 
O ex-vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa sublinha que um novo aeroporto no Montijo será uma "grande oportunidade" para o transporte fluvial, lembrando que fazer a travessia do Tejo de barco, para além de ser "um espetáculo" é "fiável e rápida".
Nunes da Silva considera ainda que seria possível colocar novamente em funcionamento a estação fluvial do Parque das Nações que esteve a funcionar durante a Expo 98.
Um outro aspeto que deve ser ponderado será a "recuperação do terminal de comboios entre o Pinhal Novo e o Montijo" [atualmente desactivada e transformada em ciclovia]  para que a ligação seja alargada a praticamente todo o país. O especialista em transportes lembra também que será necessário alargar a rede de autocarros de forma a rentabilizar as duas pontes já existentes.

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