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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Seixal e Montijo reclamam por melhor serviço da Transtejo

Utentes denunciam atrasos e supressão de carreiras entre Lisboa e Montijo, Seixal e Cacilhas

Há barcos que saem do Seixal com atrasos de trinta minutos, outros têm sido suprimidos. Esta situação arrasta-se há duas ou três semanas, contam alguns utentes que viajam diariamente viaja entre o Seixal e o Cais do Sodré, em Lisboa. Também as ligações fluviais entre o Montijo e a capital têm sofrido atrasos e supressões. A situação está a tornar-se caótica e a afetar o dia a dia de milhares de utentes dos concelhos de Almada, Barreiro, Seixal e Montijo, ‘reféns’ deste meio de transporte para chegar à capital portuguesa. As autarquias do Seixal e do Montijo querem "a manutenção regular das frotas". O presidente da Câmara do Montijo já reuniu com a administração da transportadora e exige "soluções". A autarquia do Seixal aprovou, em reunião pública, uma tomada de posição onde "reivindica a tomada de medidas imediatas na Transtejo, visando a superação desta  situação que priva do direito à mobilidade os utentes". 
Falta de barcos preocupa passageiros da Margem Sul 

A situação está a tornar-se caótica e a afetar o dia a dia de milhares de utentes, ‘reféns’ deste meio de transporte para chegar a Lisboa. Há barcos que não aparecem, outros que chegam muito para além da hora aos terminais do Seixal, Montijo e Cacilhas. 
Os atrasos chegaram a ser de uma hora", revelou ao jornal Correio da Manhã, Encarnação Vicente, 55 anos, educadora de infância. Em Cacilhas, em Almada, o cenário também não tem sido exemplar. "Esta semana disseram que havia perturbações para justificar os 10 a 15 minutos de atraso dos barcos", explicou Carlos Ferreira, 58 anos, auxiliar de educação. 
Também as ligações fluviais entre o Montijo e Lisboa têm sofrido atrasos e supressões. "O barco das 8h30 ia tão cheio que tiveram de fechar as portas, obrigando algumas pessoas a saltar as ‘cancelas’ para voltar para trás", contou José Castro, professor. Além da sobrelotação, também há relatos de uma embarcação que "ficou às escuras" a meio do trajeto, o que levou à "troca de insultos" entre passageiros e tripulação", contou outra utente. 

Câmara do Montijo discutiu com Transtejo problemas nas ligações fluviais
Estas supressões não agradam às câmaras municipais do Montijo e do Seixal. O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, reuniu com a administração da transportadora para analisar a as supressões nas ligações fluviais, devido a avarias nos navios, exigindo soluções.
"Têm ocorrido supressões de carreiras pela avaria dos barcos, com atrasos significativos na partida e chegada dos munícipes aos empregos e escolas, o que obriga a carreiras sobrelotadas, uma situação que exige uma resposta imediata da Transtejo", referiu Nuno Canta.
O autarca reuniu-se com o presidente da administração da Transtejo, Tiago Farias, acompanhado pelo presidente da Junta da União das Freguesias do Montijo e do Afonsoeiro, Fernando Caria, para analisar a situação.
"O presidente da Transtejo reconheceu os problemas, nas várias carreiras fluviais em operação, a maioria deles em resultado de avarias inesperadas e do envelhecimento das embarcações, mas que tem procurado resolver com celeridade de modo a não afetar a carreira do Montijo", explicou.
Segundo o autarca, o responsável da empresa informou que entrou em funcionamento uma embarcação reparada e que conta, esta segunda-feira, com o reforço de outro navio reparado na carreira do Montijo.
A transportadora considera que com o reforço do número de embarcações operacionais poderá responder com maior capacidade a uma futura avaria mecânica noutra embarcação.
O presidente da Câmara Municipal do Montijo questionou ainda a Transtejo sobre a ausência de iluminação pública no arruamento envolvente ao parque de estacionamento do Cais do Seixalinho, mas a empresa disse que estava a fazer a reparação.
As duas partes agendaram uma nova reunião para Janeiro, de modo a efetuar um balanço conjunto dos resultados do encontro. 

Seixal  "reivindica a tomada de medidas imediatas na Transtejo" 
Empresa garante regularizar situação das carreiras 
A Câmara do Seixal aprovou, em reunião de câmara, uma tomada de posição pela reposição da circulação dos barcos da Transtejo e pela melhoria do serviço público de transportes. Joaquim Santos, presidente da autarquia, entende que “o transporte fluvial no rio Tejo assume uma enorme e estratégica importância na mobilidade das populações da Área Metropolitana de Lisboa, que tem vindo, de há anos a esta parte, a ser posta em causa com a política seguida, assente na redução do número de trabalhadores e das ações de manutenção regular das frotas da Transtejo, conduzindo a vários cortes na oferta de transporte, e à recorrente supressão de carreiras programadas, gerando uma enorme perda de fiabilidade na operação”.
Em causa está a situação vivida pelos utentes da Transtejo, nos últimos dias, com a constante eliminação de carreiras, devido à paragem de várias embarcações, por falta de manutenção. No dia 5 de Dezembro, do total de vinte e dois navios afetos à Transtejo, só seis se encontravam operacionais, ou seja, 73 por cento da frota esteve inoperacional.
"A esta situação de degradação do serviço público de transportes", acresce ainda a "necessidade da criação de um sistema tarifário que abarque a intermodalidade em toda a Área Metropolitana de Lisboa", refere o texto da tomada de posição da Câmara do Seixal. 
Entende a autarquia que se deveria "criar atratividade para uma utilização do serviço de transportes coletivos em detrimento da mobilidade individual". Contudo, "apostar na qualidade deste serviço e na sua sustentabilidade só é possível através uma utilização integrada que permita reforçar a mobilidade em toda a Área Metropolitana de Lisboa", sublinha o documento.
Assim, diz a Câmara do Seixal, "o passe social intermodal é o garante para uma verdadeira prestação do serviço público de transportes, integrando todos os operadores e modos de transporte, com um tarifário que responda às necessidades atuais, para estimular a sua utilização dos mesmos".
A Câmara Municipal do Seixal, perante a gravidade que esta situação atinge, "reivindica a tomada de medidas imediatas na Transtejo, visando a superação desta inaceitável situação que priva do direito à mobilidade os utentes do transporte público do concelho do Seixal". 

Agência de Notícias 


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