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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Falta de barcos para a Margem Sul provoca caos

Transtejo confirma "pequenas avarias" que originaram algumas supressões

O grupo Transtejo, responsável pelas ligações fluviais entra Lisboa e a margem sul do Tejo, conforma que registou na última semana "pequenas avarias" em alguns navios, mas apontou haver uma taxa de cumprimento do serviço de 98 por cento em 2016. "Em relação às supressões pontuais que surgiram esta semana, há a relatar uma invulgar contabilização de pequenas avarias num número alargado de navios, que obrigou a uma gestão dinâmica da frota, dentro das potencialidades de cada navio, de forma a mitigar, tanto quanto possível, as dificuldades que surgiram nas diferentes ligações fluviais", refere o grupo Transtejo, responsável pelas ligações fluviais entre a capital e os concelhos do Barreiro, Almada, Seixal e Montijo. Vários navios estão parados devido a avarias e falta de certificados, disse à Lusa fonte sindical, que exige uma reunião com o Governo.

Há cada vez mais barcos avariados nas ligações fluviais do Tejo 

Lembre-se que centenas de passageiros desesperaram na tarde desta segunda-feira na estação fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa, devido à falta de barcos que assegurem a ligação para o Seixal. A situação resultou da falta de navios do grupo Transtejo - dos cerca de 30 que compõem a frota, metade estarão inoperacionais devido a avarias ou operações de manutenção.
Nas últimas semanas, têm sido suprimidas várias carreiras e os utentes sofrem com a falta de navios e viagens com barcos cheios de gente. Passageiros relatam o caos que se vive na estação fluvial lisboeta: "Desde as cinco e meia da tarde não há barcos no Seixal a estação a está à pinha. Um pandemónio, ninguém dá informações aos utentes, mulheres e criança estão todos ao monte", conta uma passageira. Outro utente conta que, desde o meio da semana passada, as viagens entre o Seixal e Lisboa têm sido feitas "apenas por um barco" nas horas de ponta, o que torna as esperas insuportáveis.
Representantes dos trabalhadores, sindicatos, utentes e autarquias deslocaram-se na quarta-feira ao Ministério do Ambiente (que tutela os transportes urbanos) para entregar um documento a dar conta da situação actual das ligações fluviais e para exigir uma reunião urgente com o executivo.

Empresa admite falhas 
O grupo Transtejo explica que conta com 25 navios com condições de exploração em serviço público. "A gestão destes 25 navios é realizada com base no planeamento de cumprimento das rotinas de conservação, reparação programada, requisitos de segurança e renovação de certificados de navegabilidade, o qual obriga a que, com periodicidade bienal, todos os navios realizem estes trabalhos em seco", salienta a empresa em comunicado.
A resposta acrescenta que o plano de geral de actividade conjuga todas estas necessidades de forma a ter a disponibilidade necessária de 15 navios para realizar o serviço programado. "O plano tem vindo a ser assegurado, bem como a disponibilidade de frota para realização pontual de substituições para fazer face a situações inesperadas, contabilizando-se no acumulado do ano de 2016 uma taxa de cumprimento do serviço programado de cerca de 98 por cento", frisa.
O grupo Transtejo acrescenta que a operação nas várias ligações fluviais da Transtejo/Soflusa "são muito diferentes", o que leva a que haja navios específicos para as diferentes ligações.

Barcos transportam 74 mil pessoas por dia
De acordo com dados do Relatório de Caraterização e Diagnóstico do Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal, o Estuário do Tejo representa cerca de 11 por cento do “território” da Área Metropolitana de Lisboa, com cerca de 330 km2, o sistema fluvial do grupo Transtejo/Soflusa, no conjunto das suas ligações, movimenta diariamente cerca de 74 mil passageiros (4º maior do mundo, acima do Star Ferry de Hong-Kong e muito próximo do volume da ligação Manhathan/Staten Island, em Nova Iorque, com um volume médio de 75 mil passageiros/dia com a particularidade de ser gratuita), representando um tráfego superior ao do serviço ferroviário metropolitano de atravessamento do estuário realçando que a ligação fluvial Barreiro-Lisboa representa hoje mais de 50 por cento do volume total do sistema fluvial, com cerca de 41 mil passageiros/dia, e é o interface de transportes mais movimentado do Distrito de Setúbal.
O Grupo Transtejo é responsável pelas ligações marítimas no Tejo entre o Barreiro, Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria à capital portuguesa.

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