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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Faltam médicos em Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo

Bloco de Esquerda diz que "é urgente reforçar a capacidade pública com mais profissionais". 

O Bloco de Esquerda esteve na semana passada em várias unidades de saúde no país, procurando chamar a atenção para a necessidade de haver mais pessoas e mais meios no apoio aos utentes do Serviço Nacional de Saúde. No Distrito de Setúbal, a deputada Joana Mortágua visitou a Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, no concelho do Barreiro, e reuniu com a direção do ACES Arco Ribeirinho, que controla os centros de saúde do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Apesar das melhorias evidenciadas, os bloquistas defendem que são precisas "medidas imediatas que passam pela contratação de mais profissionais no Serviço Nacional de Saúde". 
Deputados do Bloco passaram pelo Centro de Saúde do Lavradio 

De acordo com o director executivo do ACES do Arco Ribeirinho, Miguel Ferreira de Nascimento, "dos cerca de 220 mil  utentes pertencentes ao ACES Arco Ribeirinho, cerca de 60 mil  não têm médico de família". Números, dizem os parlamentares do Bloco de Esquerda, "provocam à população do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete uma degradação acentuada no acesso aos cuidados de saúde primários". 
Nos últimos anos, "aumentaram as desigualdades no acesso a estes cuidados e têm faltado os meios para reparar as falhas na resposta do Serviço Nacional de Saúde", lembra o Bloco que diz que "é urgente reforçar a capacidade pública com mais profissionais, com mais investimento e capacidade para garantir maior e melhor acesso aos cuidados de saúde".
Os deputados do Bloco de Esquerda lembraram que “apesar de alguns avanços positivos no último ano, é fundamental tomar medidas enérgicas e imediatas para recuperar o Serviço Nacional de Saúde, duramente atingido durante os anos da troika”.
“Essas medidas imediatas passam pela contratação de mais profissionais no SNS. Sabemos que em muitos hospitais, por exemplo, o rácio de enfermeiros por camas no internamento funciona abaixo do legal. O ideal é um enfermeiro por seis camas (obviamente, dependendo dos serviços), mas há hospitais que não abrem mais camas por falta de pessoal”, disse Moisés Ferreira, vice-presidente da Comissão parlamentar de Saúde.
O deputado lembrou que o SNS “degradou-se muito no período do anterior governo, que existiram muitas restrições e que isso teve um grande reflexo na área do pessoal. Houve uma perda líquida de 4400 profissionais entre médicos, enfermeiros e assistentes operacionais entre 2010 e 2015”.
Moisés Ferreira reconheceu que este ano, registou-se “alguma evolução positiva neste capítulo com mais contratação. Há hoje mais enfermeiros, médicos e assistentes operacionais. Mas esse número tem de crescer para recuperarmos o SNS”.
Além da contratação de profissionais, os bloquistas exigem um esforço para a modernização dos equipamentos hospitalares. “O material está obsoleto, designadamente máquinas de raio-X e na radioterapia. Isso não permite que os hospitais acompanhem evolução tecnológica. Esta situação piorou muito durante os anos da troika. O investimento nos hospitais esteve congelado. Hoje, essa modernização é ainda mais urgente do que há quatro anos. Precisamos de fazer com que o SNS tenha maior proximidade e mais resposta aos utentes”, defendeu o deputado.
E deu exemplos: “É preciso que o SNS tenha medicina dentária, psicologia, duas grandes lacunas que existem no serviço público. A maior parte dos utentes não tem acesso a estes serviços no público. É muito importante que estas especialidades apareçam nos cuidados de saúde primários, nos centros de saúde. É fundamental uma resposta de proximidade. Os utentes têm de ter acesso a consultas de medicina dentária, de psicologia e exames de diagnóstico como, por exemplo, análises clínicas. “Para nós é muito importante este tipo de investimento. Em equipamento, modernizando o sistema, e na proximidade com os utentes”, acentuou

O bom exemplo da cidade dos afetos 
O Bloco de Esquerda valoriza o projeto “Cidade dos Afetos” implementado no ACES do Arco Ribeirinho. Iniciado em 2009 em escolas no concelho do Barreiro, a “Cidade dos Afetos” tem como principal objetivo "o desenvolvimento de atividades que apliquem a componente afetiva, de modo a promover o bem-estar e estilos de vida saudáveis".  
O projeto está a ser assumido por diferentes câmaras municipais um pouco por todo país reconhecendo assim o seu sucesso no desenvolvimento dos afetos nas crianças com a componente da área da saúde.

Agência de Notícias


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