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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hospital de Almada cumpre com regras de isolamento

Garcia de Orta cumpre regras de isolamento de doentes infectados

Na sequência da denúncia lançada pelo jornal i a direcção-Geral da Saúde fez uma inspecção surpresa ao hospital de Almada e concluiu que Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos Antibióticos está a ser cumprido. A garantia é dada pela Direcção-Geral da Saúde, segundo a qual, apesar da falta de quartos, são cumpridas as regras determinadas pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos Antibióticos. De acordo com a administração do Hospital, "todos os procedimentos de prevenção e controlo de infecção estão a ser cumpridos na instituição", negando a colocação de doentes recém-operados em enfermarias onde estejam pacientes infectados. Ainda assim, a explicação não agrada à Ordem dos Médicos que afirma que uma cortina “é um remendo, mas não é isolamento”. 
Direcção-Geral da Saúde garante regras no internamento em Almada 

"Tanto quanto as condições físicas do hospital permitem, são cumpridas as regras determinadas pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos Antimicrobianos, em matéria de isolamento de doentes infectados", assinala o relatório da visita técnica da Direcção-Geral da Saúde [DG] ao hospital, para avaliação da qualidade e segurança das condições de controlo de infecção.
A visita decorreu na segunda-feira, "sem aviso prévio", entre as 11 e as 14h45, depois de o jornal i ter noticiado que no Hospital Garcia de Orta os doentes infectados com bactérias multirresistentes, como a E-coli e a Klebsiela, "estão misturados nas mesmas salas com os doentes que não estão infectados e, inclusivamente, com pacientes que foram submetidos a cirurgias".
A Direcção-Geral da Saúde Saúde diz, contudo, que "não se encontrou evidência que demonstre a veracidade da notícia, embora registe que o hospital "apenas possui cinco quartos de isolamento, um dos quais na unidade de cuidados intensivos".
Segundo a DG Saúde, que cita a direcção clínica da unidade hospitalar, seriam necessários mais cinco quartos de isolamento, além dos quatro que já estão a ser criados.
Ainda assim, dizem os técnicos, "quando os quartos de isolamento estão ocupados, o que é frequente e sempre que um doente infetado é internado numa destas enfermarias, a mesma é transformada em quarto de isolamento, com desperdício de duas camas, ou o doente é colocado na cama junto da janela, com bloqueio da cama do meio e separação por cortina". 
Ao jornal i, o bastonário da Ordem dos Médicos, reagindo ao relatório da DG Saúde, afirma que uma cortina “é um remendo, mas não é isolamento”. José Manuel Silva, considera a situação "inaceitável" e diz ao i que o diretor clínico e a administração do Garcia de Orta deveriam dar explicações.

"Hospital está subdimensionado para a população que serve" 
Os técnicos da DG Saúde visitaram a unidade de cuidados intensivos, os serviços de internamento de medicina IV e ginecologia.
O relatório enaltece a existência, nos cuidados intensivos, de "normas de procedimento interno em matéria de limpeza e desinfecção de cada unidade de doente e de limpeza e recolha de resíduos sólidos".
No entanto, observa que nem sempre um doente está informado de como se deve proteger da transmissão da infecção, quando partilha uma enfermaria com um paciente infectado.
"Interrogado um doente que partilha uma enfermaria com um doente infectado, aquele não possuía informação de como se proteger da transmissão de infecção", refere a DG Saúde.
De acordo com a administração do Hospital Garcia de Orta, "todos os procedimentos de prevenção e controlo de infecção estão a ser cumpridos na instituição", negando a colocação de doentes recém-operados em enfermarias onde estejam pacientes infectados.
"Este Hospital, sempre que estes casos surgem, faz uma análise cuidada dos mesmos e avalia-os, decidindo se devem ser sujeitos a isolamento físico ou de contacto", diz a administração do maior hospital do Distrito de Setúbal, que garante que, "em nenhum caso, por incúria, é posta em risco a segurança quer de profissionais, quer de familiares ou visitantes".
Com 540 camas, 80 camas de medicina e oito camas de cuidados intensivos, o hospital situado em Almada conta com cinco quartos de isolamento, um dos quais na unidade de cuidados intensivos. Atualmente estão a ser criados mais quatro quartos de isolamento, adianta a Direcção-Geral da Saúde, mas a administração da unidade hospitalar ainda considera “um número manifestamente insuficiente”.
A Direcção-Geral da Saúde constata, por último, algo que há muito é conhecido e afirmado: “O hospital está subdimensionado para a população que serve e que recebe através do serviço de urgência”.

Agência de Notícias

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