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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Utentes querem obras no IC1 entre Grândola e Alcácer

Utentes do litoral alentejano vão a Lisboa exigir obras no IC1 e na A26

Os utentes do litoral alentejano vão concentrar-se, na quinta-feira, em frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, para exigir a reparação do IC1 entre Alcácer do Sal e Grândola e a conclusão da autoestrada 26-1. "O IC1 encontra-se cada vez mais degradado, vem aí o inverno e as condições são cada vez piores, com mais buracos, com mais fraturas no pavimento e com dificuldade em se reconhecer a sinalização horizontal", disse à agência Lusa Dinis Silva, porta-voz das comissões de utentes do litoral alentejano.
Utentes marcham a Lisboa para exigir obras no IC1 

A reparação dos cerca de 21 quilómetros do Itinerário Complementar (IC) 1 entre Alcácer do Sal e Grândola, no distrito de Setúbal, onde, nos últimos dois meses, morreram quatro pessoas em acidentes de viação, tem vindo a ser exigida nos últimos anos pelos autarcas, população e pela comissão de utentes, através de vários protestos, incluindo marchas lentas.
Por outro lado, segundo Dinis Silva, na A26-1, entre Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, e Sines, "já aconteceram também alguns acidentes e danos em viaturas".
Os utentes exigem que "a obra seja concluída" na A26-1, que "se retire todos os pinos da via" e que "seja feita uma passagem aérea em Vila Nova de Santo André".
As obras da A26-1, no traçado da via rápida já existente entre Vila Nova de Santo André e Sines, previstas no contrato da subconcessão Baixo Alentejo, começaram em 2010 e foram suspensas em 2012, tal como a construção da A26, entre Sines e Beja, tendo sido anunciada repetidas vezes a sua retoma, que não chegou a avançar.
Apesar de, na sexta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, ter anunciado em Sines a retoma da obra na A26-1 e o prazo de conclusão para 31 de Janeiro de 2017, as comissões de utentes decidiram manter a concentração em Lisboa.
"De promessas está o mundo cheio", referiu Dinis Silva, argumentando que, "em Janeiro deste ano, o ministério também disse que até setembro os pinos iam ser retirados", mas "ainda lá estão".
Com o mote "Chega de Sangue e Morte", o protesto está agendado para quinta-feira, às 10h30, em frente ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, em Lisboa.

Agência de Notícias com Lusa 

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