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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Sines vai recuperar e musealizar fábricas romanas

Câmara vai recuperar e musealizar fábricas romanas junto ao Castelo

As fábricas romanas de preparados piscícolas existentes junto ao castelo de Sines, no distrito de Setúbal, vão ser recuperadas e musealizadas, num investimento de 170 mil euros, comparticipado por apoios comunitários, anunciou a câmara municipal. Em comunicado, o município de Sines revelou ter recebido da autoridade de gestão do programa operacional Alentejo 2020 a confirmação da aprovação da candidatura, pelo que vai “avançar para o lançamento do concurso da empreitada”. A obra, segundo a autarquia, inclui a criação de “uma solução arquitetónica que ultrapasse a simples proteção, mas que seja ela própria um veículo de comunicação, recriando a volumetria da fábrica original e evocando os recursos marinhos que aqui eram preparados”.
Sines quer dar visibilidade às fábricas romanas de peixe 


A Câmara de Sines recebeu da autoridade de gestão do Alentejo 2020 a confirmação da aprovação da candidatura e vai avançar para o lançamento do concurso da empreitada. Para além da salvaguarda do interesse histórico e cultural destas fábricas de preparados piscícolas da Época Romana (século I), cuja estrutura vai ser recuperada, a autarquia "pretende com este projeto atingir objetivos mais latos, mediante a sua musealização, de forma a atrair um público mais vasto para a visita ao património local".
A localização das “salgadeiras” numa área aberta, junto de um dos mais importantes acessos à praia, irá chamar a atenção de públicos que de outra forma não entrariam num museu convencional.
As fábricas romanas foram descobertas em 1990 e escavadas em duas campanhas, nos anos seguintes. Devido à sua rápida degradação ao ficarem expostas, foram novamente enterradas com o acordo da tutela, até que se conseguisse financiamento para um projeto maduramente desenvolvido, o que agora aconteceu.
No nosso país, a quase totalidade das estruturas arqueológicas são deixadas a descoberto – ou mesmo ao abandono -, o que conduz à sua degradação progressiva. Com este projeto, a Câmara  de Sines pretende "não apenas realizar uma operação de restauro exemplar, mas igualmente cobrir e musealizar o sítio, com uma solução arquitetónica que ultrapasse a simples proteção, mas que seja ela própria um veículo de comunicação, recriando a volumetria da fábrica original e evocando os recursos marinhos que aqui eram preparados", refere a autarquia, em comunicado.
Valoriza-se também, de acordo com a autarquia, "a zona verde contígua, até agora pouco frequentada, mas que com este equipamento se vai tornar mais atrativa".
Um plano de comunicação garante que "a informação sobre a história do sítio, a sua relevância patrimonial e as soluções adotadas, cheguem a toda a população e turistas com rigor", explica a Câmara de Sines.
A recuperação e musealização das fábricas romanas é um investimento de 170 mil euros, cofinanciado em 85 por cento com fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional Alentejo 2020 do Portugal 2020. À autarquia caberá garantir a participação nacional, no montante de 25 mil 500 euros.

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