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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Pinhal Novo vai ter novo Centro de Saúde em 2017

Contrato para construção do centro de saúde no lado sul já foi assinado 

O último dia de Maio deste ano ficará, por certo, na história recente de Pinhal Novo. Foi neste dia 31 de Maio que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Governo e Câmara de Palmela assinaram o memorando de entendimento para a construção do Centro de Saúde de Pinhal Novo, lado Sul. Esta é, recorde-se, uma obra desejada e prometida há mais de 20 anos. A nova unidade de saúde custa mais de um milhão e 100 mil euros e deve entrar em funcionamento no final de 2017, na rua Manuel Veríssimo da Silva,  um dos primeiros médicos da localidade. O novo equipamento vai dar resposta às nove mil e 500 pessoas sem médico de família em Pinhal Novo, Venda do Alcaide e Olhos d´Água.
Autarcas e Governo selaram acordo para a realização da obra 

"Este é um dia feliz", dizia na altura da assinatura do protocolo, Rosa Matos, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Para trás ficaram mais de duas décadas de luta das populações e das autarquias, de vigílias, protestos, manifestações, abaixo-assinados, projetos que nunca saíram das gavetas, reuniões sem fim e promessas nunca compridas pelos diversos Governos que foram passando pela Assembleia da Republica.
Segundo o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, "no momento em que foi inaugurada a atual extensão de saúde, já os pinhalnovenses reclamavam a construção de uma outra unidade para fazer face às necessidades da população", disse o autarca, que prometeu tudo fazer para que a nova extensão de saúde seja concluída o "mais depressa possível".
O contrato-programa, entre o Estado português, representado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o Município de Palmela, para a construção do novo centro de saúde no lado sul da vila de Pinhal Novo, foi assinado no último dia de Maio, tendo os diversos intervenientes mostrado a convicção de que a obra pode ficar pronta ainda antes do final do próximo ano de 2017.
Na cerimónia de assinatura, que decorreu na sede da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, confessou o “enorme prazer” que teria em “ser convidado para, daqui a um ano, vir ao Pinhal Novo inaugurar a nova unidade de saúde”. Já antes, a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa, tinha referido o mesmo período para a conclusão da obra. Também depois, o presidente da Câmara sublinhou essa mesma vontade de a inauguração poder ter lugar ainda em 2017.
“Estamos empenhados em ter a unidade pronta daqui a um ano”, disse Álvaro Amaro. E na verdade a data depende da dinâmica da Câmara de Palmela. Isto porque o contrato assinado não fixa prazo para a construção, mas a Câmara de Palmela em parceria com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo assume quase toda a responsabilidade pela concretização do processo e  só o financiamento, num total máximo de 1 milhão 184 mil euros, é obrigação da Administração Regional de Saúde.
A participação do Município passa ainda pela cedência do terreno em 2008 – 3 mil metros quadrados junto à Quinta do Pinheiro, no lado sul da vila – e por diversas obras de arranjo da envolvente ao edifício, como a construção do arruamento, estacionamentos e ligações ás redes de águas e esgotos. Esta comparticipação tem um custo avaliado, pela autarquia em cerca de 250 mil euros. 
Álvaro Amaro, considera que a assinatura do contrato representa "um dia feliz para os pinhalnovenses" e "um grande passo, o corolário de todo o trabalho de magistério de influência e de pressão institucional que o município fez". Desta vez, diz o autarca, "não há retrocesso" e acrescenta que a próxima batalha da autarquia  é "garantir que haja profissionais de saúde, sobretudo médicos, disponíveis para se instalarem na nova unidade de saúde".  

Governo abre concurso para mais médicos 
Esta também é uma prioridade do Governo e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Para Rosa Matos, a parceria com o município de Palmela  é um “bom exemplo” da colaboração entre as administrações públicas com vista à “felicidade das pessoas” e anunciou 17 novas unidades de saúde, a construir nos próximos dois anos, na região de Lisboa e vale do Tejo. A presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo disse que o novo centro de saúde de Pinhal Novo “vai, sem duvida, criar melhores condições de saúde para os 15 mil utentes”, porque “permite juntar população” e, por essa via, aumentar o número de pessoas com médico de família.
A construção dos novos centros de saúde vem, diz o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, "relançar de novo a reforma dos cuidados de saúde primários". O novo equipamento do Pinhal Novo (onde já existem duas extensões de saúde) integra-se no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Arrábida. Segundo o governante, ainda este mês vai ser aberto um concurso para 14 médicos neste ACES. 
Fernando Araújo acredita que a contratação de novos médicos vai permitir reduzir em 30 a 40 por cento [cerca de 25 mil utentes], o número de utentes sem médicos de família (cerca de 26 por cento no ACES Arrábida) e lembrou que, a partir de Junho, utentes e médicos de família vão poder escolher os hospitais onde querem receber tratamento.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, reconheceu que na Área Metropolitana de Lisboa existem instalações de unidades de saúde “muito degradadas”. Deu como exemplos a Extensão de Saúde 7, [na Rua Guerra Junqueiro, junto à rotunda para a Estrada da Moita] que funciona num prédio e a Extensão de Saúde de Venda do Alcaide, que funciona num pré-fabricado, para dizer que “estamos a falar de condições muito difíceis”. Fernando Araújo sublinhou também que 26 a 27 por cento dos utentes do centro de saúde de Pinhal Novo não têm médico de família, e afirmou que o Governo pretende mudar essa situação, porque “sem médicos de família não há Saúde de qualidade”.
A entrada em funcionamento do novo centro de saúde, no lado sul da vila, projectado para 15 mil utentes, implica o encerramento da Extensão de Saúde 7, na rua Guerra Junqueiro. O acordo previa ainda o fecho do atual Centro de Saúde, na Rua Zeca Afonso, no lado Norte da vila. Uma ideia que mereceu reprovação total da autarquia. “Nós recusámos e entendemos que assim, com duas unidades, fica mais equilibrado relativamente às necessidades da população e à realidade da vila”, concluiu Álvaro Amaro.


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