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quinta-feira, 5 de maio de 2016

PSD critica atraso do novo Posto da GNR da Moita

Social-democratas consideram inacreditável que o Governo adie a construção para 2018

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, considera inacreditável que o Governo PS, PCP e BE, venha dizer que considera prioritária a construção do novo quartel da GNR na Moita, mas que adie o início da obra para 2018. A autarquia apresentou em 2015 uma proposta de permuta do antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita, que é pertença do Ministério da Administração Interna, com um terreno do município onde seriam construídas as novas instalações para a GNR.
PSD não entende o adiamento da obra para 2018 

“Lembro que o anterior Governo PSD/CDS-PP já tinha dado instruções para que esta permuta se realizasse e para que a obra pudesse avançar em 2016. Caso os calendários definidos pelo Governo anterior se mantivessem o quartel seria uma realidade já no início de 2017”, explica o dirigente social-democrata.
Bruno Vitorino critica também a “passividade” da Câmara da Moita. “Antes, com o processo a avançar para estar concluído em início de 2017, tínhamos um mau Governo e que era muito lento a agir. Agora, quando o próprio Governo admite que só lá para 2018 é que a obra poderá arrancar, já temos um bom Governo”.
Esta posição da Câmara da Moita, diz Bruno Vitorino, "só é justificável porque o PCP é um dos partidos que suporta o atual Governo”, realça.
“Entretanto, assistimos ao acentuar da degradação do edifício”, diz Bruno Vitorino acrescentando que “com mais este adiamento, existe a necessidade do Ministério ou da Câmara realizarem obras no atual quartel da GNR para que os militares possam ter condições de trabalho minimamente condignas, melhorando também as condições para o atendimento à população”, exigindo ainda a construção imediata do novo quartel.
A Câmara da Moita anunciou, na semana passada, que o novo posto da GNR não vai avançar antes de 2018, apesar de os militares estarem num espaço "sem as condições necessárias" para o seu funcionamento. O presidente da autarquia, Rui Garcia, reuniu-se com a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, para discutir a situação e ficou a saber, no entanto, que este equipamento está elencado como primeira prioridade para o distrito de Setúbal. Para fazer face à degradação do edifício, que pertence à autarquia, a governante prometeu que "serão tomadas medidas para melhorar a segurança daquele edifício bem como das condições de trabalho dos militares".

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