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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Grupo de golfinhos no Tejo surpreende alunos de vela

30 golfinhos nadaram com alunos no Tejo 

Os alunos da escola de vela Terra Incógnita tiveram uma surpresa quando foram acompanhados no estuário do Tejo por um grupo de cerca de 30 golfinhos. O encontro invulgar foi filmado pela escola de vela e partilhado no YouTube. "É muito gratificante saber que marcamos as memórias destes miúdos para sempre de uma forma muito intensa", lê-se na legenda do vídeo publicado pela escola. No vídeo, é possível ver como os golfinhos chegam bem perto dos barcos da escola quando estes se encontram junto à Ponte 25 de Abril.
Golfinhos estão a voltar ao Rio Tejo 

A inesperada visita aconteceu na semana passada e foi registada em vídeo pelos professores da escola de vela Terra Incógnita. A gravação mostra um grupo de golfinhos - semelhantes aos que habitam no estuário do Sado, em Setúbal -  a acompanhar os barcos dos alunos, ao mesmo tempo que fazem pequenas acrobacias.
"É muito gratificante saber que marcamos as memórias destes miúdos para sempre de uma forma muito intensa", diz a escola na legenda do vídeo que tem uma duração de 2 minutos.
"Todos os anos desde 2009 que isto acontece, às vezes mais do que uma vez por ano. Se não vierem para o rio nunca vão saber o que perdem", diz a Terra Incógnita na sua página do Facebook.
Não é a primeira vez que são avistados golfinhos no estuário do rio Tejo. Desde 2008 que os encontros têm-se multiplicado, mas não há indícios de que exista uma comunidade a viver no rio da capital.
De facto, nos últimos anos, tem sido frequente a passagem dos golfinhos no rio Tejo. O tratamento mais eficaz das águas urbanas que escoam para o rio e consequente aumento de alimento adequado a estes cetáceos são as razões apontadas por alguns biólogos para estas visitas.
A presença de golfinhos no estuário do Tejo era comum até meados do século passado, altura em que desapareceram quando os níveis de poluição se tornaram muito elevados. A presença de instalações industriais como as fábricas da zona de Sacavém, Alhandra e Vila Franca, na margem norte, e do Barreiro, na margem sul do Tejo, assim como os estaleiros de Almada, contribuíram para tornar o estuário uma zona de elevada contaminação.
No ano passado, cientistas da Escola de Mar e da Associação para as Ciências do Mar publicaram o relatório Golfinhos do Tejo: realidade, imaginário ou mito, onde garantem que a presença dos golfinhos no Tejo é esporádica, mas repete-se há vários séculos.
Na época dos romanos, o naturalista Plínio descreveu como foram ouvidos tritões no rio de Lisboa e no século XVI, em Elogio da Cidade de Lisboa, o historiador português, Damião de Góis, escreve como antepassados contaram que, de vez em quando, "tritões saltavam para a costa e, uma vez por outra, tinham por costume vir até à praia". 
O investimento na despoluição do Tejo, que também permitiu o regresso da cultura de ostras à região da Moita.

Veja aqui o video da reportagem da TVI


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