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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Barreiro formaliza compra da Quinta do Braamcamp

Autarquia investe cinco milhões para recuperar património da cidade 

A Câmara do Barreiro assinou na segunda-feira o contrato-promessa de compra da Quinta do Braamcamp, situada na zona ribeirinha do concelho, num negócio avaliado em cerca de 2,9 milhões de euros. A Quinta do Braamcamp, que tem uma área de 21 hectares, fica localizada perto da praia do Norte e na zona dos moinhos de Alburrica, um dos ex-líbris do concelho. Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, diz que esta compra constitui um passo importante na estratégia de requalificação da zona ribeirinha do concelho e de reapropriação dos rios por parte da população.
A aquisição da Quinta Braamcamp custa 2,9 milhões de euros 

"Foi um processo negocial com alguns anos e chegámos a bom porto. Este processo ainda vai ao Tribunal de Contas para que possa ser formalizado em definitivo, mas é um excelente ativo para a população e para o município", disse o presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto.
A autarquia vai avançar com um empréstimo bancário de cinco milhões de euros, dos quais 2,9 milhões de euros são para comprar a Quinta do Braamcamp e cerca de 1,8 milhões para efetuar obras na zona.
"Vamos começar com ações de limpeza no local assim que for possível e avançar para a recuperação do moinho e da caldeira. Para além dos 1,8 milhões que euros para obras na quinta e nas zonas adjacentes, podemos também avançar com candidaturas a fundos comunitários", explicou o presidente do município.
O autarca referiu que alguns trabalhos no local podem ainda avançar este ano, explicando que está afastada a ideia de usar o espaço para fins habitacionais.
"No caso de haver habitação será sempre residual, não compramos a Quinta do Braamcamp para fazer negócio, mas sim para a pôr ao serviço da população", garantiu Carlos Humberto.
Presente na sessão esteve também Jorge Goes, em representação do Millennium bcp, entidade que tem o espaço em sua posse.
"É com o maior gosto que fazemos este acordo. Era um imóvel que estava no banco há muitos anos e é bom que tenha um destino útil. Penso que vai ser ganha uma área de rio que vai alterar a centralidade da cidade", afirmou o responsável pelo grupo bancário.

Compra aprovada em reunião de Câmara
A compra da quinta foi aprovada em reunião de Câmara, em Novembro do ano passado, com vista à recuperação, faseada, da zona ribeirinha, desde o Braamcamp até à Avenida de Sapadores, “complementando com fundos comunitários que já temos pensados para utilizar neste território”, referiu Carlos Humberto.
Na altura o autarca referiu que queria avançar com as primeiras obras no local, já este ano, que passam "por derrubar os muros existentes, limpar toda a área, recuperar o moinho e a caldeira, fazer percursos no local e arranjar a estrada".
O autarca pretende aproveitar todas as oportunidades de apoio que sejam colocadas à disposição dos municípios para intervir no local.
"Para a zona de Alburrica está previsto o apoio comunitário para duas intervenções, que são a recuperação do moinho de maré pequeno e dos moinhos de vento. São 1,2 milhões de euros de fundos comunitários, comparticipados a 50 por cento, a que acresce a parte da Câmara, num total de 2,5 milhões de euros", explicou Carlos Humberto.

A história da Quinta 
A Quinta Braamcamp é o único complexo rural em plena cidade do Barreiro, cuja atividade cessou recentemente. Era composto inicialmente por casa de habitação, armazéns, moinho de vento e de maré e terras de cultivo.
É atualmente propriedade do Millenium BCP, após processo de insolvência da Sociedade Nacional de Cortiças. Conserva ainda a antiga casa solarenga (século XIX), instalações agrícolas e um moinho de maré.
De acordo com o Guia Documental da Casa Reynolds / Sociedade Nacional de Cortiças, editado pelo Espaço Memória - Arquivo Municipal do Barreiro, “a história do fabrico de cortiça na Quinta Braamcamp iniciou-se em 1882 quando os irmãos Reynolds arrendaram a Quinta Braamcamp de George Abraham Wheelhouse e sua mulher”.
“Em Março de 1883 Tomás Reynolds já vivia na Quinta Braamcamp e nesta data já era transformada cortiça na fábrica instalada na quinta. A maquinaria importada da Grã-Bretanha (da Baerlein e c.º em Manchester, que custou cerca de 123 mil libras), como caldeiras e bombas para o fabrico de pranchas, só chegou ao Barreiro no final de 1884, quando a fábrica está em plena laboração, inclusive com horário nocturno”.

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