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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Lisnave, em Setúbal, fecha ano de 2015 a crescer

Estaleiro da Mitrena reparou 107 navios no ano passado 

A Lisnave, em Setúbal, em 2015, procedeu à reparação ou manutenção de 107 navios, pertencentes a 56 clientes diferentes, provenientes de 19 países, informou a empresa em comunicado.  “Comparando com os números do ano anterior, verifica-se uma interessante subida no número de navios reparados, assim como um aumento do número de clientes no ano em apreço”, refere a mesma nota, acrescentando que “apesar da forte concorrência internacional, a Lisnave continua a ocupar um lugar de confiança no mercado do sector naval”. O Estaleiro da  Mitrena recebeu também 14 porta-contentores, 13 graneleiros, 7 navios de transporte de carros e 6 de gás de petróleo liquefeito. 
Lisnave é um dos maiores estaleiros de reparação da Europa 

Grécia, Singapura e Alemanha continuam a liderar o quadro dos países com mais navios reparados na Lisnave, no último ano, sendo 33 navios da Grécia, 20 navios de Singapura e 11 navios provenientes da Alemanha. Destaque também para Itália e Inglaterra que somaram 9 navios reparados cada um e ainda para o Japão, que confiou 5 navios aos serviços da Lisnave.
O grupo Teekay Marine continua a firmar a sua confiança na experiência e conhecimentos da Lisnave e voltou a ser a empresa de destaque no número total de navios docados na Mitrena, em Setúbal, com 11 navios, seguida da Tsakos Columbia Shipmanagement, com 8 navios, a italiana Grimaldi Group com 7 navios e a Navigator Gas e Entreprises Ship and Trading, com 5 navios cada.
“A Lisnave, na sequência do elevado know-how que lhe é reconhecido pelos seus clientes, continua a apresentar um número significativo de “repeated business” e mantêm o seu segmento tradicional de actividade na reparação de petroleiros, com um total de 61 navios reparados em 2015”, afirma a empresa.
No ano passado, cujo aumento de reparações de outros tipos de navios espelha o referido reconhecimento, foram reparados 14 porta-contentores, 13 navios graneleiros, 7 navios RORO e 6 LPG (navios de transporte de gás de petróleo liquefeito).
Foram efectuadas grandes reparações na “S600” um barcaça offshore da Saipem, nos petroleiros “Manuela Saenz” e “Negra Matea” da PDVSA e na draga “Marieke” da Dredging International.

Da quase falência a estaleiro de topo  
Ultrapassado o período de “impasse” na actividade (a empresa esteve durante anos paralisada e chegou a ser equacionada a falência) e de incerteza na governação, que começou a estabilizar a partir de 1999 após a venda a dois quadros (José Rodrigues e Nelson Rodrigues pagaram um dólar simbólico) pelo grupo Mello, a Lisnave assume-se hoje como o maior estaleiro naval da Europa (e o quinto em termos mundiais).
Isto, depois de na década de 60, ter sido líder mundial, reparando 30 por cento da frota global. Sem a vertente da construção, a empresa aposta na reparação e manutenção de navios de grande porte (a partir de 30 mil toneladas de porte bruto). Cerca de 45 por cento das encomendas envolvem petroleiros e 30 por cento porta-contentores. E 98 por cento do trabalho realizado no estaleiro da Mitrena - uma ilha no rio Sado construída num aterro de 1,5 milhões de metros quadrados - é para exportação.
“Somos uma empresa confiável, com know-how e boa reputação de qualidade e tecnológica, uma ideia reconhecida pelos nossos clientes que operam num mercado altamente competitivo e globalizado”, afirmou, no verão passado um responsável da empresa ao Público. Mas a situação geográfica de Portugal é também favorável. Ao largo dos estaleiros de Setúbal cruzam-se várias rotas de transporte marítimo, em especial petroleiros que navegam do Norte da Europa para o Golfo Pérsico e da América do Norte para o Golfo Pérsico. A partir deste ano a aplicação das novas regras sobre a emissão de gases poluentes vai obrigar muitos armadores a renovarem as suas frotas.



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