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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

GNR continua a procurar homicida no Barreiro

Homem é suspeito de ter assassinado a ex-companheira na rua na segunda-feira


O homem suspeito de ter matado a sua ex-companheira na segunda-feira com um tiro, no Barreiro, continua a ser procurado pelas autoridades, disse fonte da GNR esta terça-feira à Lusa. A mulher foi assassinada por uma emboscada preparada pelo marido. Manuel Ribeiro, com cerca de 60 anos, não aceitava a separação, que se consumou no verão do ano passado, quando se escondeu do marido num telhado. As autoridades evitaram o pior nessa altura. No entanto, o homem cumpriu a ameaça que fez durante anos. A vítima foi morta, na tarde de segunda-feira, quando foi pôr o lixo na rua, numa praceta junto à rua das Caravelas, no Barreiro. O casal tem um filho, em Inglaterra, e três netas.
Mulher foi atingida a tiro no Barreiro por ex-marido 

"Até ao momento o suspeito ainda não foi localizado. Continuam a decorrer diligências para o encontrar", referiu. Segundo a mesma fonte, as autoridades realizaram esta terça-feira diversas buscas na zona recorrendo a equipas cinotécnicas, a cavalos nas zonas mais arborizadas e diversas patrulhas. 
O suspeito terá disparado um tiro na cabeça da sua ex-companheira em plena via pública, na tarde de segunda-feira, em Palhais, colocando-se depois em fuga. 
O crime ocorreu na rua das Caravelas, na Quinta São João Norte, perto de um infantário que existe no local, e na sua origem terá estado o processo de divórcio, que não era aceite pelo suspeito. 
No local esteve presente a GNR, a Polícia Judiciária e os Bombeiros do Barreiro.
Em casa, Manuel Rita Ribeiro, de 60 anos, desempregado, só tinha um colchão para dormir, escreve o Jornal de Notícias. O mesmo jornal adianta que o homem vendeu tudo desde que a mulher, Maria Anabela, empregada doméstica, de 57 anos, saiu de casa, no final do verão passado, quando o homem, natural de Ervidel, começou a ter pensamentos homicidas.
Desde a separação, por não aceitar o divórcio, o alegado homicida despedia-se dos amigos com um habitual: "Amanhã, não sei se me vês". Depois, dizem os amigos, "deixava de frequentar os sítios do costume, como o Café Princesa, e ficava enterrado na angústia".
Segunda feira à tarde, o Rita, como era conhecido, cumpriu finalmente o plano que tinha na cabeça há meses e "acabou tudo", com um tiro na cabeça da sua ex-mulher, à saída da casa, numa rua  do Barreiro, onde era empregada doméstica.
O Rita, ao que admite quem o conhece, terá começado o dia a perseguir a ex-mulher. Terá visto Maria Anabela saindo da sua residência, junto à Igreja de Palhais, no Barreiro, e ido à Sociedade Recreativa, onde também trabalhava há uma semana, como empregada de limpeza. O Rita esteve dentro do bar daquela entidade a beber uma cerveja, mas não falaram.
Mais tarde, escreve ainda o Jornal de Notícias, cerca das 12h30 horas, a Bela do Rita, como era conhecida, foi para uma residência, onde também fazia serviços de empregada de limpeza. Ao sair dessa casa, com o lixo na mão, antes das 14 horas, foi interpelada pelo marido, que estava armado, admitiram testemunhas ao jornal. 
A discussão azedou e o Rita apontou-lhe a arma. Ela ainda gritou por socorro, mas foi abatida com um tiro na cabeça. Cometido o crime, Manuel Ribeiro fugiu na direção da Mata da Machada. Uma testemunha perseguiu-o durante alguns metros, mas desistiu quando viu que ele estava armado. O alegado homicida continua a monte. Os bombeiros chegaram depressa e ainda tentaram a reanimação. Sem resultados.  
A Polícia Judiciária esteve na residência de Manuel Ribeiro, o primeiro sítio onde admitiam que ele pudesse estar, e encontraram-na vazia. Foram ao telhado, mas ele também não estava lá. Foi, aliás, naquele telhado que a vítima se escondeu do marido, no verão passado, e tentou suicidar-se. As autoridades evitaram a morte, mas a mulher saiu de casa dias depois. O casal tem um filho, em Inglaterra, e três netas.


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