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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Misericórdia de Setúbal condena “campanha em curso”

"Campanha inqualificável que tem por objectivo o assalto da instituição" 

A assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal aprovou uma moção a “repudiar e condenar a campanha em curso, pelos danos graves que tem vindo a causar ao prestígio e bom nome da Santa Casa, bem como reafirmar a confiança na instituição e nos seus responsáveis recentemente eleitos pelos irmãos, aos quais recomenda que utilizem os meios adequados para apurar responsabilidades nos prejuízos morais ou materiais causados à irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal”. O documento alerta ainda para os “estragos no bom nome da instituição”, receando consequências para trabalhadores, utentes e parceiros. Nuno Carvalho denunciou alegadas “irregularidades” neste acto eleitoral e a existência de “um processo em curso, promovido pelo Ministério Público, referente a alegados desvios de dinheiro, que poderão ascender a 500 mil euros”. O documento foi aprovado com 101 votos a favor e uma abstenção. 
Assembleia-geral da Misericórdia condena criticas à instituição


A Santa Casa da Misericórdia de Setúbal reage assim às informações que têm sido veiculadas por Nuno Carvalho, que pretendia inicialmente candidatar-se às eleições do passado dia 26 de Novembro (que reelegeram Cardoso Ferreira como provedor), mas acabou por recuar. 
A assembleia-geral acusa de “irresponsabilidade” os “autores da inconcebível campanha em curso”. A moção refere que é “com grande preocupação que irmãos, utentes e seus familiares, trabalhadores e parceiros comerciais da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal e setubalenses em geral vêm assistindo a uma campanha inqualificável, que tem por objectivo o assalto da instituição, por parte de um pequeno grupo, que em 709 irmãos com capacidade para votar não conseguiu o apoio mínimo necessário para apresentar listas ao acto eleitoral”. 
Segundo a moção aprovada, “tudo tem valido, a mentira, a coacção, a ameaça. Para quem diz que os interesses da Misericórdia têm de ser preservados, os estragos que estão a fazer no bom nome da instituição revelam uma total imaturidade e irresponsabilidade”. 
Lembre-se que Nuno Carvalho denunciou alegadas “irregularidades” neste acto eleitoral, afirmando que “dezenas de irmãos tentaram praticar o seu direito de voto e foram impedidos de o fazer”. Denunciou também a existência de “um processo em curso, promovido pelo Ministério Público, referente a alegados desvios de dinheiro, que poderão ascender a 500 mil euros”.
A moção alerta ainda que, “ao por essa confiança publicamente em causa, de forma repetida, muitas pessoas hesitarão no momento de escolher a Misericórdia para cuidar do seu familiar” e, visto que “o Estado só paga os serviços que são prestados, se não há utentes não há pagamento e se não há pagamento os vencimentos dos trabalhadores estão em causa”.
Por outro lado, o documento refere ainda, que “muitos parceiros comerciais da Misericórdia, fornecedores de bens e serviços, têm revelado alguma apreensão com o impacto das notícias veiculadas pela comunicação social na vida económica e financeira da Misericórdia”.



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