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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Roubo milionário no Hospital do Barreiro

Ladrões levaram 13 equipamentos de Unidades Técnicas de Endoscopia

O Centro Hospitalar Barreiro/Montijo confirmou  que desapareceram, durante o fim de semana, vários equipamentos de saúde do hospital do Barreiro, o que originou a desmarcação de exames agendados. "Confirmamos que desapareceram vários equipamentos da Unidade de Técnicas Endoscópicas. Foi contactada a Polícia de Segurança Pública, que já está a averiguar o sucedido", refere o Centro Hospitalar em comunicado. O centro hospitalar refere que os exames agendados para esta semana foram desmarcados e que serão agendados "com a maior brevidade possível". Já antes deste assalto, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar afirmou que é necessário remodelar os equipamentos de diagnóstico, referindo que existe um plano de investimento de seis milhões de euros para compra de novos equipamentos. O Hospital da CUF, no Porto, também foi alvo de assalto este fim de semana. 
Durante o fim de semana desapareceu 200 mil euros em equipamento

Foram dois os furtos milionários participados às autoridades durante a manhã desta segunda-feira. No hospital CUF, no Porto, e no hospital do Barreiro foram roubados equipamentos de endoscopia no valor de 400 mil euros. Devido à falta dos aparelhos, todos os doentes que tinham consultas marcadas ficaram sem exames.
Em ambos os casos, o alerta foi dado pelos funcionários que tinham acabado de entrar ao serviço. De acordo com a PSP, que está agora a investigar, os dois ataques terão sido cometidos entre a tarde de sexta-feira e a manhã desta segunda-feira; uma vez que as Unidades Técnicas de Endoscopia se encontram encerradas ao fim de semana. 
No hospital do Barreiro foram roubados treze equipamentos de endoscopia avaliados em 200 mil euros. Os doentes que esta segunda-feira tinham ali consultas marcadas em diferentes especialidades foram apanhados de surpresa e viram os seus exames adiados. 
O alerta foi dado às oito horas, quando os funcionários deram pela falta dos equipamentos nos gabinetes. A administração do hospital foi avisada e a PSP do Barreiro foi ao local. O hospital do Barreiro confirmou a ocorrência, adiantando que está "a tentar encontrar uma solução que permita retomar a atividade da unidade até ao final desta semana", acrescenta o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo em comunicado. 
Nos dois ataques não havia quaisquer sinais de arrombamento, o que deixa no ar a hipótese de que quem cometeu os furtos conhecia bem os espaços ou tinha mesmo acesso aos locais. Agora, as autoridades vão recorrer às imagens de videovigilância dos dois hospitais. No Porto, a polícia da esquadra de Aldoar foi chamada pouco depois das nove horas. No total foram furtados artigos médicos avaliados em 200 mil euros. 

Hospital Barreiro/Montijo tem seis milhõs para remodelar infraestruturas
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo afirmou que é necessário remodelar os equipamentos de diagnóstico, referindo que existe um plano de investimento de seis milhões de euros.
“Hoje, e face ao estado das infraestruturas físicas do edifício hospitalar, é obrigatório encarar de forma mais premente a necessidade de remodelação e recuperação de parte da sua infraestrutura, quer ao nível do edifício quer da reposição do ciclo de vida dos equipamentos mais relevantes, quer de diagnóstico quer de terapêutica”, afirmou João Silveira Ribeiro.
O presidente do centro hospitalar, que a 10 de Novembro assinalou o seu sexto aniversário, referiu que existe um plano de investimentos de reposição do ciclo de vida de equipamentos fundamentais para o diagnóstico e terapêutica dos doentes de seis milhões de euros até 2017.
João Silveira Ribeiro referiu que é preciso encontrar “formas de financiamento alternativas para suportar, pelo menos, parte dos investimentos indispensáveis” à manutenção da capacidade de resposta adequada à carteira de serviços, dando como hipótese o reforço a fundos comunitários nas áreas da oftalmologia, cardiologia e oncologia.
O responsável disse ainda que está em estudo uma remodelação nos serviços de cirurgia, bem como a continuação da remodelação do serviço de urgência médico-cirúrgica.
O presidente defendeu ainda a necessidade de contratação de profissionais médicos diferenciados, bem como enfermeiros e de assistentes operacionais, salientando que estão saldadas as dívidas a fornecedores até ao fim do mês de Julho de 2015, tendo o último pagamento sido de cerca de 8,6 milhões de euros.

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