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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Autarquia quer restabelecer diálogo com Vitória de Setúbal

“Fizemos um trabalho como se fôssemos do Vitória. Porque o Vitória é da cidade”

A presidente da Câmara de Setúbal apresentou em conferência de imprensa, um conjunto de argumentos que levaram a que o executivo municipal tenha cortado relações com a direção do Vitória de Setúbal. A conferência decorreu no dia em que o principal clube da região completou 105 anos. Maria das Dores Meira reafirmou a total disponibilidade da Câmara Municipal em contribuir para a resolução dos problemas do Vitória, assumindo-se como “parte interessada nas soluções para que o clube mantenha a vitalidade que interessa a todos os setubalenses”. A autarquia ajudou o clube, entre 2002 e 2015, em mais de seis milhões de euros.  A presidente da Câmara Municipal reforçou o esforço autárquico desenvolvido na recuperação da Sala de Troféus e respetivo acervo. “Fizemos um trabalho como se fôssemos do Vitória. Porque o Vitória é da cidade”, garantiu a autarca. 
Câmara disponível para voltar a dialogar com presidente do clube 

Maria das Dores Meira afirmou que a autarquia tem sido alvo de “ataques constantes e não identificados nos últimos meses por parte da direção do Vitória Futebol Clube” e que estes têm sido dirigidos ao Executivo municipal “da forma mais ignóbil possível, sem as pessoas darem a cara, sem a confrontação direta, sem a possibilidade de legítima defesa”.
A autarca reafirmou a total disponibilidade da Câmara Municipal em contribuir para a resolução dos problemas do Vitória, assumindo-se como “parte interessada nas soluções para que o clube mantenha a vitalidade que interessa a todos os setubalenses”.
Entre 2002 e 2015, sublinhou, a autarquia concedeu ao clube mais de seis milhões de euros em doações de terrenos e outros imóveis, apoios financeiros, despesas variadas e isenções de pagamento de taxas em equipamentos autárquicos.
Maria das Dores Meira recuperou, na apresentação aos jornalistas realizada durante a tarde do dia 20 de Novembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, muitos dos apoios que a Autarquia tem prestado ao Vitória de Setúbal em mais de uma década, seja ao nível financeiro, seja na cedência de recursos humanos, logísticos ou, até, na ajuda na resolução de questões burocráticas interinstitucionais, que possibilitaram, por exemplo, a participação do clube no principal campeonato de futebol profissional do país.
Entre os ataques dirigidos ao executivo pela direção vitoriana, Maria das Dores Meira apontou uma denúncia, em Agosto, sobre a contingência de o clube ter de socorrer-se de instalações em Palmela para a realização, como visitado, de jogos da equipa de futebol de juniores. “Situação que esclarecemos devidamente e atempadamente”, frisou.

Obra da sala de troféus divide clube e autarquia
A gota de água que levou ao corte de relações surgiu agora, quando a direção do Vitória decidiu dar início a obras de requalificação da Sala de Troféus Josué Monteiro, “com base num anteprojeto da Câmara de Setúbal, num ato unilateral, sem autorização prévia”, algo que, sublinhou Maria das Dores Meira, considera ser “absolutamente inaceitável”.
A recuperação da sala de troféus do clube, assim como o restauro do acervo daquele espaço, salientou a autarca, teve origem numa iniciativa da Autarquia em 2010, por solicitação do Vitória, projeto para o qual disponibilizou vários técnicos municipais e cerca de mil horas de trabalho, para recuperar um património em “risco de se degradar irremediavelmente”.
Esse esforço permitiu, por exemplo, a desinfestação e limpeza de 720 taças e a correta catalogação de 741, de um conjunto que, se sabe agora, graças ao esforço da Câmara Municipal, rondará os cinco mil troféus, uma vez que o acervo se encontrava sem qualquer tipo de estudo ou registo.
O projeto foi suspenso na sequência da decisão da direção do Vitória de iniciar obras sem conhecimento e autorização da Autarquia, o que motivou o anúncio do corte de relações, a 1 de Outubro, tendo-o feito em privado, por carta, na esperança de que o diferendo pudesse ser resolvido internamente.
“A Câmara de Setúbal tem pautado a sua atuação pela discrição, contenção e apaziguamento”, sublinhou a autarca, enquanto a direção do Vitória, “em contrapartida, decidiu, um mês e meio depois, divulgar o conteúdo dessa carta, sem que primeiro tivesse vindo resolver esse diferendo”.
Maria das Dores Meira frisou que as notícias na comunicação “tentam dar a ideia, errada e injusta, de que a Câmara Municipal está de costas voltadas para o Vitória”, numa tentativa “da direção do clube de pôr a cidade contra a Câmara Municipal”.
A presidente da autarquia, acompanhada na conferência de imprensa por elementos do Executivo municipal, sublinhou que o início das obras na Sala de Troféus Josué Monteiro por parte da direção do Vitória constitui “uma total irresponsabilidade que a Câmara Municipal não pode tolerar. O projeto tem autor, tem direitos de autor, e, por essa razão, a obra não pode avançar”.
Maria das Dores Meira denunciou a “tentativa de alguns em usar a Câmara de Setúbal como bode expiatório para erros próprios de gestão, para a incapacidade de, eles sim, contribuírem para a resolução dos problemas do clube, a que estão obrigados pelo mandato que lhes foi conferido pelos sócios”.

Câmara disponível para o diálogo com o Vitória 
Vitória de Setúbal completou 105 anos na sexta-feira 
A presidente da Câmara Municipal reforçou o esforço autárquico desenvolvido na recuperação da Sala de Troféus e respetivo acervo. “Fizemos um trabalho como se fôssemos do Vitória. Porque o Vitória é da cidade”, garantiu.
Maria das Dores Meira adiantou, igualmente, que o corte de relações com a direção do Vitória Futebol Clube, instituição que completou 105 anos a 20 de Novembro, não tem um caráter definitivo. “O Vitória está acima de tudo isto”.
A autarca acrescentou que a crise institucional poderá ficar sanada “caso seja resposto o respeito e a justiça por esta Direção em relação ao atual Executivo”.
Mediante a situação atual das relações, Maria das Dores Meira adiantou que o Executivo vai responder afirmativamente ao pedido de reunião do presidente do clube, para que a presente situação seja rapidamente ultrapassada.
“Lamentamos apenas que o senhor presidente [Fernando Oliveira] só tenha decidido marcar a reunião provavelmente por pressão do Conselho Vitoriano, do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia”, enquanto, ao mesmo tempo, através da comunicação social, atingiu a autarquia “com afirmações acintosas”, concluiu a presidente da Câmara de Setúbal.


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