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terça-feira, 27 de outubro de 2015

ANA não tem prazos para o novo terminal no Montijo

Terminal low cost no Montijo? Sim, mas a seu tempo

O Montijo parece a opção mais consensual para a instalação de um novo terminal aéreo, direccionado sobretudo para as companhias low cost. Mas ainda há muito trabalho por fazer, alerta o presidente da ANA Aeroportos. Ao Jornal de Negócios, o  responsável da ANA explicou que “há um entendimento consensual de que o Montijo é a melhor opção”, mas muitos elementos estão por definir. “Há tanto trabalho a fazer que ninguém pense que há respostas definitivas. Não estamos fora do prazo. Estamos ainda com tempo”, adiantou Jorge Ponce de Leão, dando conta de que o regime de taxas, a dimensão e o tipo de terminal, assim como as fases de desenvolvimento do mesmo são alguns dos pontos a aprimorar.
ANA garante aeroporto no Montijo sem adiantar datas 

Em todo o caso, há algo que está definido: “O aeroporto da Portela não está vocacionado para as low cost”.O presidente da ANA Aeroportos, Jorge Ponce de Leão, explicou esta segunda-feira, 26 de Novembro, que não existem planos para o arranque do novo terminal aéreo na base do Montijo, também conhecido como Portela+1.
Apesar de garantir que o "memorando de entendimento com o Governo está feito", o responsável admite que existem ainda muitos elementos por definir.
Regime de taxas, dimensão e tipo de terminal ou fases de desenvolvimento do mesmo são elementos que o presidente da ANA Aeroportos dá como exemplo das "incógnitas" ainda não resolvidas.
"Há um entendimento consensual que o Montijo é a melhor opção. Dito isto, agora vamos fazer o resto do trabalho. Não estamos fora do prazo. Estamos ainda com tempo", reforçou. E deixou um aviso: "Há tanto trabalho a fazer que ninguém pense que há respostas definitivas".
Ponce de Leão está convicto de que o "aeroporto da Portela não está vocacionado para as low cost", podendo a solução do Montijo representar uma operação mais eficaz e competitiva para as companhias aéreas de baixo custo.
A partir daí, acrescentou, pode-se "construir as melhores soluções com a informação que, entretanto", for recolhida "junto das companhias áreas sobre quem é que quer utilizar" o novo aeroporto e "quais as necessidades" dessas companhias e, por outro lado, "dimensionar as próprias taxas em função do investimento efetuado e do tipo de custos" que existirem no Montijo.
A intenção é direccionar a "Portela numa operação de hub [plataforma giratória], que não é propriamente a mais desejada pelas low cost", justificou à margem do 27º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo a decorrer em Évora.
"Vamos fazer as coisas certas, mas, para isso, precisamos de perceber exatamente o que a Força Aérea nos pode disponibilizar, como utilizar esses recursos da forma mais eficaz", disse.
Em relação ao memorando de entendimento sobre o aeroporto do Montijo, que não chegou a ser assinado na anterior legislatura, Ponce de Leão argumentou que, apesar disso, o objetivo do documento foi alcançado: "O verdadeiro objetivo era consensualizar que o Montijo era a melhor solução para ajustar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa" e isso "foi conseguido".
Em Agosto, o ministro da Economia António Pires de Lima explicou, embora sem adiantar valores, que a decisão de desenvolver um terminal de voos comerciais na base aérea do Montijo representaria uma poupança de "centenas de milhões de euros".
Segundo Pires de Lima, a ANA tem estado em conversações com autarquias de Lisboa e Montijo e com a própria Força Aérea para preparar "uma decisão que é crucial para as pessoas que vivem em Lisboa e para o turismo aqui nesta região". "Todos vamos ficar a ganhar com uma decisão que vai poupar centenas de milhões de euros", referiu o dono da pasta da Economia.

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